Crime

Estudante de medicina teria exigido perdão de joelhos antes de atropelamento que matou idoso

A Polícia Civil de Rondônia continua reunindo depoimentos, provas periciais e demais elementos para esclarecer completamente as circunstâncias do caso
Novos detalhes da investigação sobre a morte de Odair Brustolin, de 68 anos, revelam os momentos que antecederam o atropelamento registrado na quarta-feira (1º), em Porto Velho. Conforme depoimento prestado pela filha da vítima à Polícia Civil, a estudante de medicina presa preventivamente pelo caso teria exigido que os moradores da residência pedissem perdão, chegando a determinar que o pedido fosse feito de joelhos, antes de invadir o imóvel com um veículo e atingir o idoso.

Segundo o relato, a confusão teve início quando o idoso riu ao presenciar uma discussão envolvendo a suspeita e outras pessoas na rua.

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De acordo com o depoimento, a estudante passou a ofender a vítima com xingamentos e, em seguida, foi até a residência da família, onde teria tentado invadir o imóvel e agredido a filha do idoso.

Ainda conforme a testemunha, após ser retirada do local, a mulher teria afirmado que retornaria.

Família afirma que suspeita exigiu pedido de desculpas de joelhos
Ainda segundo o depoimento prestado à Polícia Civil, minutos depois a investigada voltou dirigindo um veículo, buzinando em frente ao imóvel e exigindo que todos os moradores pedissem perdão.

Os familiares relataram que chegaram a pedir desculpas na tentativa de evitar uma tragédia. No entanto, a suspeita teria insistido que o pedido fosse feito de joelhos.

Conforme a versão apresentada pela testemunha, Odair Brustolin recusou-se a atender à exigência.

Na sequência, segundo o depoimento, ela entrou no veículo e avançou contra o portão da residência por duas vezes. Na segunda investida, derrubou a estrutura e prensou o idoso contra uma parede, causando ferimentos que resultaram em sua morte.

Essas informações fazem parte dos depoimentos colhidos pela investigação e ainda serão confrontadas com os demais elementos do inquérito.

Investigação também apura antecedentes da suspeita
Segundo documentos obtidos pela investigação, a estudante já havia sido presa em maio de 2025, em Porto Velho, por embriaguez ao volante.

Na ocasião, ela foi liberada após audiência de custódia mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a proibição de frequentar bares.

Posteriormente, firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), instrumento previsto na legislação para determinados crimes sem violência ou grave ameaça. Como parte do acordo, efetuou o pagamento de uma multa equivalente a aproximadamente um salário mínimo da época, cerca de R$ 1,5 mil, cumprindo as condições estabelecidas.

Após o cumprimento das medidas, as restrições judiciais foram revogadas em fevereiro deste ano, e o procedimento foi arquivado em abril.

Testemunhas relatam outros episódios
A Polícia Civil também analisa relatos de testemunhas que afirmam que a investigada teria se envolvido em outros episódios semelhantes anteriormente.

Todo o material foi anexado ao inquérito e passará por análise da equipe responsável pela investigação. Até o momento, essas alegações ainda estão sendo apuradas e não representam conclusão definitiva sobre os fatos.

Caso segue sob investigação
A Polícia Civil de Rondônia continua reunindo depoimentos, provas periciais e demais elementos para esclarecer completamente as circunstâncias do caso.

A estudante permanece à disposição da Justiça, e a investigação seguirá observando o devido processo legal, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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